Feeds:
Artigos
Comentários

Archive for Novembro, 2010

Em Portugal, nos dias de hoje, e para além das inúmeras empresas que encerram as suas portas, e onde o trabalhador não tem o mínimo de chance de defesa em relação ao seu ganha-pão, temos o continuado surgimento de ajudas subsidiarias do tipo subsidio de desemprego ou rendimento mínimo garantido e que são sinônimo direto de aumento exponencial da classe dos parasitas.

Não que estar desempregado signifique por si só a existência em cada português de um parasita, mas com essa tal almofada protetora, de nada serve incentivar a manutenção de postos de trabalho, pois existe muito bom cidadão que até pagaria de bom grado do seu bolso uns euros extra para que no final do mês o patrão o dispense para dessa generosa oferta poder retirar a tão saborosa passagem as férias protegidas…

São estes autênticos ‘sarnosos’; aquilo que eu considero autenticas toupeiras, que escavam túneis e mais túneis de objetivação serôdia nas costas do comum contribuinte, do trabalhador leal e cumpridor de todos os seus deveres para com a Nação e os seus concidadãos.

O tal Estado protetor, qual mãe sem suficientes tetas para tanto cretino que as quer chupar, ainda assim cria mais mecanismos para dilatar a despesa publica, como é um bom, mau, exemplo as “Novas Oportunidades” que de oportunidade só tem mesmo o nome pois que; tentar transformar burros lazarentos em doutores da mula ruça é coisa digna de santo milagreiro.

Olhando para o subsidio de desemprego, e o seu aproveitamento por certas criaturas, podemos ter uma certeza absoluta de oportunismo social, vinculado no poupar no almoço fora de casa, nas mensalidades de creches e jardins de infância dos filhos e ainda poupar nas deslocações para o tal local de trabalho que era chato a beça, e que em casa se esta muito melhor… e com um rendimento garantido… até quando…

Recordo que nos primeiros tempos de Cavaco Silva como 1º Ministro, a crise era também enorme ao nível de emprego, falo obviamente de 1987 e por ai…, quando os Centros de Emprego tinha contentores de gente inscrita no famoso código 9-99-01, que significava pouca formação técnica ou instrução ao nível escolar. Mesmo assim, existia um esforço para colocar todo esse exercito no mercado de trabalho efetivo, com programas específicos para atender as necessidades, e as coisa foram sendo alteradas, graças também a uma vigilância cuidada por parte da Segurança Social que em caso de continuadas recusas nas ofertas de trabalho, pura e simplesmente cortava os subsídios.

E hoje o que vai acontecendo com essas recusas?

Ninguém sabe ao certo, mas o que se sabe é que o exercito de desempregados inscritos e a receber o tal subsidio de desemprego e o rendimento mínimo garantido não para de crescer de dia para dia.

Mas não se entenda, pelo agora descrito, que o subsídio de desemprego é um valor imenso. O problema está nos salários serem muito baixos. Mas como grão a grão enche a galinha o papo, esse valor todo somado acaba por constituir um valor astronômico no contexto da despesa nacional.

Em muitos casos e para trabalhadores que auferem salários inferiores a 1000,00 €, e que são em Portugal a esmagadora maioria, é muito mais compensador passar a receber o subsídio de desemprego, ou o RMG vivendo em casa, do que aceitar uma oferta de trabalho pouco remunerada e muito cansativa.

E viva assim o capitalismo das toupeiras no Estado Social que embora em manifesta ruptura lá vai ainda dando para manter os ideais de nada fazer e bem viver a custa de uns quantos!!!

Até quando camarada!!!

“João Massapina”

Anúncios

Read Full Post »

Era noite, a Avenida Epitácio Pessoa e o busto de Tamandaré, em João Pessoa, tomados por uma multidão. Carros nas ruas, fogos no céu e uma perspectiva de mudança, de união nos olhos e na atitude de cada um dos paraibanos que ali estavam. Para muitos, aquele momento marcou o fim de um ciclo político que durou 12 anos na Paraíba. A vitória de Ricardo Coutinho (PSB) encerrou uma disputa acirrada entre dois grupos, polarizados por duas famílias: de um lado Cunha Lima e de outro Maranhão.
A história se encerra com a lembrança de uma noite em que ficou marcado o rompimento político dos dois grupos, onde o principal perdedor foi o PMDB e, consequentemente, a Paraíba. A noite da festa do Campestre, em Campina Grande, ressurgiu na memória de muitos políticos logo após serem abertas as urnas no último dia 31 de outubro. Encerrava-se ali uma briga marcada por perseguições e prejuízos ao Estado.
“A Paraíba fecha um ciclo político e inicia uma nova fase de prosperidade e desenvolvimento. A vitória de Ricardo mostra que os paraibanos estavam cansados de perseguições e dessa briga que não nos levava a lugar algum”, disse o ex-governador e senador eleito Cássio Cunha Lima (PSDB).
Rompimento em uma noite de festa
Segundo o historiador José Octávio de Arruda e Melo, no livro “Conflitos e Convergências nas eleições paraibanas de 1982, 2002 e 2006″, era 21 de março de 1998 dia do aniversário do então senador peemedebista Ronaldo Cunha Lima. As mais de duas mil pessoas nunca imaginavam que, além da festa, iriam presenciar o rompimento público de Ronaldo e José Maranhão levando um partido que, esgotado o ciclo militar em 1985, tornou-se dominante, na Paraíba, ao eleger governadores, senadores, a maioria das bancadas federal e estadual em 1986, 1990 e 1994, além das prefeituras das principais cidades paraibanas.
O historiador lembra ainda que desde então, o processo eleitoral do estado, destacadamente a corrida pelo Palácio da Redenção, passou a figurar como reedição da disputa extravasada naquele terceiro sábado de março. “Essa separação não fracionava apenas um partido, mas a sociedade inteira, onde as diversas instituições – Ordem dos Advogados do Brasil, Associação Paraibana de Imprensa, federações de futebol e carnavalesca, empresariado, intelectuais, universidades e partidos – despontavam rachadas entre os grupos do ‘M’ (Maranhão) e do ‘R’ (Ronaldo)”, escreveu José Octávio.
Derrota na convenção e vitória em 2006
Logo após o racha no PMDB, os dois grupos se confrontaram na Convenção que iria indicar quem seria o candidato ao Governo do Estado. Ronaldo saiu derrotado e resolveu migrar para o PSDB levando com ele, além de Cássio, um grupo importante de políticos, a exemplo do senador Cícero Lucena. Depois da vitória da Convenção, José Maranhão se reelege governador da Paraíba.
As brigas não pararam por aí. Quatro anos mais tarde, sem ter um nome forte para enfrentar Cássio Cunha Lima que tinha realizado um bom trabalho na Prefeitura de Campina Grande, Maranhão indica o vice-governador da época, Roberto Paulino, para disputar o Governo do Estado. Apesar do favoritismo de Cássio, Paulino cresceu e levou a disputa para o segundo turno. Apesar disso, Cássio foi eleito e empatou a disputa com Maranhão.
Em 2006, os paraibanos presenciam mais uma briga polarizada entre Maranhão e Cássio. Nessa disputa, os Cunha Lima saem novamente vitoriosos depois de um segundo turno em que a Paraíba nunca mais esqueceu. Anos mais tarde, Cássio foi surpreendido com a cassação do seu mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral (TRE) e posteriormente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E com isso, Maranhão é novamente reconduzido ao governo em um ano pré-eleitoral o que garantiu ao governador disputar a eleição no cargo de governador.
2010 marca a quebra da hegemonia
“Cassistas” e “Maranhistas”, como ficaram conhecidos os dois grupos políticos, voltariam a novamente se enfrentar, mas os Cunha Lima optaram em apoiar um outro candidato que não fosse do grupo o que causou divergência e um racha no PSDB paraibano. O nome mais cotado, que era do senador Cícero Lucena, foi substituído pelo do então prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho. Era o início de uma nova possibilidade da Paraíba ser governada por uma terceira força política que não tivesse raízes profundas com Maranhão e nem com os Cunha Lima.
“Com essa vitória, a Paraíba vira a última página e fecha um livro. Os paraibanos agora viverão novos tempos, tempos de paz, união e prosperidade. O nosso povo não agüentava mais tantas brigas onde o prejudicado era apenas o nosso Estado. Novos tempos virão”, disse Cássio logo após o encerramento do processo eleitoral que declarou Ricardo Coutinho como o novo Governador do Estado.
Para o governador eleito Ricardo Coutinho, apesar de ter em dois momentos recebido apoio de José Maranhão e Cássio Cunha Lima, seu projeto político representa o fim de um ciclo de brigas. Durante toda a campanha o socialista pregou o fim das brigas e a paz entre os paraibanos e políticos. “Precisamos olhar para o futuro e não para o passado. A Paraíba é maior do que as brigas e merece crescer sem ódio”, frisou.
Mesmo com derrota, Maranhão não desiste da vida pública
Passado as eleições, o governador José Maranhão deixou claro que apesar da derrota no último dia 31 de outubro, não pretende abandonar a vida pública, mas apesar disso a noite do Campestre estará de certa forma esquecida já que o seu principal adversário agora será Ricardo Coutinho. Muitos correligionários acreditam que o peemedebista voltará a cena como candidato a prefeito de João Pessoa.
“Mas nossa história não termina aqui. Temos compromisso com esse projeto que foi construído em mais de 50 anos de trabalho. Ficará também na memória dos paraibanos que um grupo político que foi forjado na luta, que tinha acima de tudo ideais, conseguiu entrar e sair de forma digna, em todas as oportunidades que esteve a frente do Governo da Paraíba”, disse o governador José Maranhão.
Cientista diz que vitória de Ricardo fecha ciclo de 12 anos
Para o professor e cientista político, Luiz Ernani, a Paraíba fecha um ciclo político com a vitória de Ricardo Coutinho para o Governo do Estado. Segundo ele, apesar do governador José Maranhão e do senador Cássio Cunha Lima ainda continuarem representando forças políticas importantes na Paraíba, não terão mais influência na administração estadual e se tornarão forças individuais.
“A Paraíba fecha, sem dúvida, um ciclo político que durou 12 anos na Paraíba. Maranhão e Cássio continuarão líderes, mas representarão forças isoladas. Já Ricardo Coutinho representa para a população a nova Paraíba e sem dúvida terá a chance de despontar como a mais nova força política do nosso estado, renovando assim, um período predominado por duas famílias que se revezavam no poder”, finalizou.

“Marconi”

Read Full Post »